
Dries Riphagen pode ser considerado como um dos seres mais desprezíveis que já habitaram o planeta Terra. Em uma Amsterdã ocupada pelos nazistas, o holandês Riphagen ganhava a confiança de judeus e prometia ajudá-los por uma razoável quantia. Agindo como um anti-Schindler, ele dedurava todos esses judeus para os nazistas, que iam enchendo cada vez mais os seus odiosos campos de concentração.
Essa história real poderia se transformar em um filme forte e de qualidade. Não foi o caso. Riphagen possui um diretor de mão pesada e inúmeras sequências pouco imaginativas. A dificuldade de encontrar um tom certo é evidente. Parece que a ideia era fazer disto aqui um thriller de guerra, mas há muito pouco de thriller e praticamente nada de guerra.
Para piorar, a recriação de época falha feio ao tentar nos transportar para a Holanda ocupada. A artificialidade impera em Riphagen, um filme realmente feito para a televisão. São mais de duas horas que demoram a passar graças a falta de competência dos envolvidos e também devido as reviravoltas confusas.
Chega a ser deprimente ver o personagem principal resolvendo tudo na base da porrada e investindo em um triângulo amoroso dos mais sem sal. Não há como negar que jogaram uma intrigante premissa na lata do lixo.
Nota: 4